As duas mães, no dia das mães…
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança é mera coincidência!
Era dia das mães, e por falta de assunto e de noticias que faziam o rádio pingar sangue, foi aberto o microfone para as mães ligarem para a rádio e falarem ao vivo de suas alegrias de serem mães e falarem dos seus filhos e familiares.
E foi uma chuva de empatia. As mães ligavam e agradeciam os filhos, suas famílias que tinham até que…
Uma mãe liga e desabafa:
“É a primeira vez, o primeiro dia das mães que passo longe do meu filho. Ele está preso, somos pobres, não temos como pagar advogado. Estou muito triste. Não vou receber o abraço dele hoje.”
E a mãe se identifica. O locutor consola a mãe e no ar pede: “Será que tem algum advogado bom ai que possa fazer esta caridade para ajudar esta sofrida mãe?”
Neste intervalo outras mães ligam e falam de seus filhos, umas até aproveitam e dão apoio a aquela mãe que emocionou a todos a alguns instantes…
Eis que uma outra mãe liga e desabafa:
“É a primeira vez, o primeiro dia das mães que passo longe do meu filho. Ele está morto, foi assassinado pelo filho daquela mãe que reclamou agora a pouco que ele estava preso. Somos pobres, meu finado e querido filho era arrimo de família, estamos tendo muita dificuldade em pagar o sepultamento. As dividas vão persistir por vários anos. Não existe advogado que traga meu filho de volta. Estou muito triste. Nunca mais darei um abraço no meu filho.”
E a mãe se identifica. O locutor claramente envergonhado encerra o quadro.
Em poucos minutos devido a audiência da rádio toda cidade estava já sabendo do babado criado. Dizem que a mãe que perdeu seu filho recebeu muito apoio e ajuda da comunidade.
Moral da história. Podemos contar verdades e omitir detalhes. Mães sembre vão proteger seus filhos. Choro de mãe comove muito.
Cuidado quando tentar criar falsas empatias…
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança é mera coincidência!



